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Depois de três anos tentando engravidar, duas tentativas sem sucesso e muitos momentos de incerteza, a fertilização in vitro fez parte do caminho até o tão esperado positivo. Conheça a história de uma paciente que realizou seu tratamento na Clínica Conceber.

Foram três anos tentando engravidar. Durante esse período, passei por tratamentos, frustrações e por um diagnóstico que, naquele momento, foi muito difícil de ouvir: disseram que eu era infértil e que não conseguiria engravidar.

Eu e meu marido, Adalberto, chegamos a pesquisar sobre adoção. Ao mesmo tempo, eu sentia que precisava buscar outra avaliação e entender melhor quais possibilidades ainda existiam para nós.

Antes da FIV: um período de preparação

Em outubro de 2024, comecei uma preparação que, para mim, envolveu mudanças na alimentação, exercícios, acompanhamento ginecológico e outros cuidados que escolhi realizar naquele período.

Meu marido também passou por avaliação com urologista e realizamos diversos exames.

Em junho de 2025, procuramos um médico especializado em reprodução assistida. Fizemos uma bateria de exames para compreender melhor nosso caso e definir os próximos passos do tratamento.

As primeiras tentativas

Em agosto e setembro de 2025, fizemos duas tentativas de indução da ovulação. Usei as medicações prescritas e acompanhei o desenvolvimento dos folículos por ultrassom.

Infelizmente, nenhuma das duas tentativas resultou em gravidez.

Foi um período muito difícil emocionalmente. Eu estava triste e frustrada e decidi fazer uma pausa antes de continuar.

No final daquele ano, viajei com meu marido e, em janeiro de 2026, realizei outro grande sonho pessoal: fui a Londres assistir ao show de uma artista que marcou minha adolescência.

Esse intervalo também fez parte da minha história.

A decisão pela fertilização in vitro

No final de janeiro de 2026, eu e o Adalberto conversamos e decidimos seguir para a fertilização in vitro (FIV).

Em fevereiro, iniciamos o tratamento com a estimulação ovariana. Passei a aplicar as medicações hormonais prescritas para estimular o desenvolvimento dos folículos e fazia ultrassons transvaginais a cada dois ou três dias para acompanhar a resposta ao tratamento.

No meu caso, essa etapa durou cerca de 18 dias.

As injeções não doíam, mas fiquei com pequenos hematomas na barriga. Também senti oscilação de humor, cansaço, inchaço e sensação de peso nas pernas. Nos últimos dias, minha barriga estava bastante inchada e eu sentia cólicas.

A coleta dos óvulos e a formação dos embriões

No dia 9 de março de 2026, fomos para Curitiba para realizar a punção dos óvulos.

O procedimento foi realizado sob sedação e, no meu caso, foi rápido. No mesmo dia, meu marido realizou a coleta dos espermatozoides para que fosse feita a fertilização.

Foram coletados nove óvulos. A partir daí, começamos uma nova espera: acompanhar o desenvolvimento dos embriões.

Recebíamos notícias do laboratório sobre a evolução do processo. Ao longo dos dias, alguns embriões deixaram de se desenvolver e quatro continuaram evoluindo.

O dia da transferência

No dia 14 de março de 2026, voltamos a Curitiba para a transferência embrionária.

Naquele momento, tínhamos dois embriões disponíveis para transferência e outros dois ainda em desenvolvimento. Decidimos, junto à equipe responsável pelo nosso tratamento, transferir dois embriões.

A transferência foi tranquila e não precisou de sedação. Meu marido ficou comigo durante todo o procedimento e a equipe colocou a música do nosso casamento. Foi um momento muito especial para nós.

Dias depois, recebemos outra notícia: os outros dois embriões também haviam evoluído e puderam ser congelados.

Os nove dias mais longos

Depois da transferência começou, para mim, a etapa emocionalmente mais difícil: esperar.

Precisávamos aguardar nove dias até o exame de Beta-hCG.

Eu tentava seguir minha rotina, mas sentia medo de fazer qualquer coisa que pudesse interferir no resultado. Depois de todo o caminho que já havíamos percorrido, era difícil controlar a ansiedade.

Dois dias antes da data indicada para o exame de sangue, acabei fazendo um teste de farmácia.

Deu negativo.

Chorei muito.

Mesmo assim, aguardei o dia indicado pela equipe e fiz o Beta-hCG no laboratório.

Dessa vez, o resultado foi positivo.

Depois de tantas tentativas, foi difícil descrever o que senti. Era uma mistura de alegria, alívio e medo. Fiz novos exames nos dias seguintes e os resultados continuaram evoluindo.

A primeira ultrassonografia

Na primeira ultrassonografia ainda era muito cedo para visualizar o bebê, mas já conseguimos identificar o saco gestacional.

Dos dois embriões transferidos, um havia se desenvolvido.

Foi um sentimento difícil de explicar: existia tristeza pelo embrião que não continuou seu desenvolvimento, ao mesmo tempo em que havia uma felicidade enorme por saber que nosso bebê estava ali.

“A FIV não era certeza de sucesso”

Durante todo esse processo, eu sabia que a fertilização in vitro não significava uma garantia de gravidez. Conheço histórias de pessoas que passaram por várias tentativas antes de conseguirem e outras que ainda estão tentando.

Por isso, quando olho para tudo o que vivemos, sinto muita gratidão.

Foram anos tentando, tratamentos que não deram certo, momentos de medo, exames, medicações, procedimentos e muita espera.

Hoje, nosso menino está no forninho.

E essa é uma história que começou muito antes do positivo.

Cada história de FIV é única

A experiência relatada acima corresponde à trajetória individual de uma paciente. Protocolos, medicamentos, quantidade de óvulos obtidos, desenvolvimento embrionário, número de embriões transferidos, sintomas e resultados podem variar de pessoa para pessoa.

Na reprodução assistida, a indicação da FIV e a definição de cada etapa dependem da investigação da fertilidade do casal e de uma avaliação médica individualizada.

Para quem está enfrentando dificuldades para engravidar, investigar as possíveis causas é o primeiro passo para compreender quais caminhos podem ser considerados em cada caso.